compulsão

Compulsão

Quais os tipos de compulsão e como é vista pela psicanálise

A compulsão alimentar vista pela psicanálise, parte de dois conceitos fundamentais: pulsão e repetição.

Na pulsão o Freud forjou este conceito como aquilo que está na fronteira do corpo e da mente, dentro do aparelho psíquico. É uma espécie de exigência que o corpo faz para a mente com objetivo que ela trabalhe a seu favor. O corpo de maneira intensa busca essa atenção e para isso berra, insiste, neste trabalho da mente. Nesta exigência da mente realiza uma ação pelo corpo, portanto ela não para. É uma repetição!

Todo ser humano tem a pulsão e este é uma espécie de preço pela mente estar atrelada ao corpo. A pulsão sempre tem um objeto que está diretamente relacionado com a nossa vida. Sendo assim acaba tendendo para algum campo em específico e os mais comuns são: alimentos, roupas, trabalho, jogos, etc. Este objeto funciona como uma espécie de areia aos olhos de quem tem esta compulsão e faz com que só existam olhos para ele. Achamos que somente este objeto importa, tornado este o centro dos pensamentos e buscas diárias.

Se pararmos para refletir, toda repetição é uma insistência ignorante. Neste momento a razão também é ignorada. No momento que a pessoa está acometida por uma crise, não quer fazer escolhas, ela ignora vertentes e não quer saber do que se trata, a teimosia impera.

Nossa subjetividade é atemporal. Elas não têm começo, meio e fim e os sintomas são misturados. Nestes momentos a psicanálise tem um papel fundamental na escuta e a fala auxilia a tratar aos poucos estes sintomas. Por mais que haja uma sensação de necessidade de resolver rápido a situação, já que ela acaba envolvendo sofrimento além de mental, o físico, não existe solução em curto tempo.

Não podem ser realizadas ações em busca de castigar-se após cada crise. Houve recentemente a divulgação na internet, principalmente nas redes sociais, uma técnica duvidosa, que ensinava as pessoas que no ato de comer alimentos em excesso, dar uma esticada de elástico no próprio punho, causando dor. Este tipo de ação só traz um maior martírio para quem já está sofrendo com a situação e ainda não leva para progressos.

A compulsão tem cura? 

A cura é complicada de conseguirmos prometer, apesar de muitas pessoas garantirem que estão com seus sintomas superados por anos, conhecer as causas de cada pessoa e ficar atento aos sinais e sintomas antecedentes de crises, faz que o cenário vá se ajustando e a vida retomando seu curso normal. O tratamento é essencial e acompanhamento faz toda a diferença.

O nutricionista pode auxiliar no tratamento deste paciente através do conhecimento comportamental e se ele tiver a formação de áreas da psi, melhor ainda. Dessa forma, o amparo e técnica necessárias serão seguidas. Lembre-se que a compulsão é uma doença como tantas outras e precisa de atenção. Agende sua consulta aqui. 

 

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